Literatura, ancestralidade e transformação: os destaques do Stand Brasil na 50ª Feira Internacional del Libro de Buenos Aires
- Henrique André

- 13 de mai.
- 3 min de leitura
Por Henrique André
A participação do Brasil na Feira Internacional del Libro de Buenos Aires reafirmou a potência e a diversidade da produção literária brasileira contemporânea. Em meio à grandiosidade de uma das maiores feiras literárias da América Latina, o Stand Brasil se tornou um espaço de encontros, trocas culturais e celebração das múltiplas vozes que compõem nossa literatura.
Entre conversas, lançamentos e mesas de debate, alguns momentos se destacaram pela sensibilidade, profundidade e potência política de suas reflexões.

No dia 08 de maio, um dos encontros mais marcantes foi a fala do escritor Daniel Munduruku. Em uma conversa que atravessou literatura, ancestralidade e memória, Munduruku compartilhou reflexões sobre a literatura infantil e o papel das narrativas originárias na formação de novos imaginários.
Durante sua fala, o autor apresentou o olhar dos povos originários sobre a circularidade do tempo — uma percepção que rompe com a lógica linear ocidental e entende passado, presente e futuro como dimensões conectadas. Ao relacionar ancestralidade e escrita, Daniel também falou sobre sua trajetória acadêmica e literária, reafirmando a importância da produção intelectual indígena nos espaços de formação, leitura e construção de conhecimento.
Sua presença emocionou o público e trouxe para o centro da feira discussões fundamentais sobre identidade, pertencimento e escuta.
Outro grande destaque da programação aconteceu no dia 09 de maio, com a mesa “Literatura Infantil Negra: Diálogos, Identidade e Transformação”, reunindo o Coletivo Luderê Afrolúdico — formado por Sheila Perina, Clelia Rosa e Lucas Cruvinel — ao lado do escritor Henrique André.
O encontro foi marcado por uma conversa potente sobre literatura negra para infâncias, representatividade e a construção de narrativas que ampliem os horizontes afetivos e simbólicos de crianças negras. Em um cenário editorial ainda marcado por ausências históricas, a mesa reforçou a importância de livros que valorizem identidade, memória, afeto e ancestralidade.

Durante a atividade, também foram apresentados livros da Editora Pulo do Gato, que tem desenvolvido um trabalho voltado à valorização de narrativas afrodiaspóricas e sensíveis para crianças e jovens.
Entre os destaques estavam O futuro ancestral de Acauã, escrito por Henrique André, e O mundo de Kiese, obra do Coletivo Luderê Afrolúdico. Os livros dialogam com temas como pertencimento, imaginação, afrofuturismo e construção de futuros possíveis a partir da ancestralidade negra.
A participação do Brasil na Feira Internacional del Libro de Buenos Aires reafirmou a potência e a diversidade da produção literária brasileira contemporânea. Em meio à grandiosidade de uma das maiores feiras literárias da América Latina, o Stand Brasil se tornou um espaço de encontros, trocas culturais e celebração das múltiplas vozes que compõem nossa literatura.
Entre conversas, lançamentos e mesas de debate, alguns momentos se destacaram pela sensibilidade, profundidade e potência política de suas reflexões.
No dia 08 de maio, um dos encontros mais marcantes foi a fala do escritor Daniel Munduruku. Em uma conversa que atravessou literatura, ancestralidade e memória, Munduruku compartilhou reflexões sobre a literatura infantil e o papel das narrativas originárias na formação de novos imaginários.
Durante sua fala, o autor apresentou o olhar dos povos originários sobre a circularidade do tempo — uma percepção que rompe com a lógica linear ocidental e entende passado, presente e futuro como dimensões conectadas. Ao relacionar ancestralidade e escrita, Daniel também falou sobre sua trajetória acadêmica e literária, reafirmando a importância da produção intelectual indígena nos espaços de formação, leitura e construção de conhecimento.
Sua presença emocionou o público e trouxe para o centro da feira discussões fundamentais sobre identidade, pertencimento e escuta.
Outro grande destaque da programação aconteceu no dia 09 de maio, com a mesa “Literatura Infantil Negra: Diálogos, Identidade e Transformação”, reunindo o Coletivo Luderê Afrolúdico — formado por Sheila Perina, Clelia Rosa e Lucas Cruvinel — ao lado do escritor Henrique André.
O encontro foi marcado por uma conversa potente sobre literatura negra para infâncias, representatividade e a construção de narrativas que ampliem os horizontes afetivos e simbólicos de crianças negras. Em um cenário editorial ainda marcado por ausências históricas, a mesa reforçou a importância de livros que valorizem identidade, memória, afeto e ancestralidade.
Durante a atividade, também foram apresentados livros da Editora Pulo do Gato, que tem desenvolvido um trabalho voltado à valorização de narrativas afrodiaspóricas e sensíveis para crianças e jovens.
Entre os destaques estavam O futuro ancestral de Acauã, escrito por Henrique André, e O mundo de Kiese, obra do Coletivo Luderê Afrolúdico. Os livros dialogam com temas como pertencimento, imaginação, afrofuturismo e construção de futuros possíveis a partir da ancestralidade negra.

Henrique André é escritor, designer, ilustrador e editor, além de pesquisador de Afrofuturismo. Autor dos livros Marminino, o mundo de OciKomo, Afrofuturo - Ancestral do Amanhã, entre outros.

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