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Literatura, ancestralidade e transformação: os destaques do Stand Brasil na 50ª Feira Internacional del Libro de Buenos Aires

Por Henrique André


A participação do Brasil na Feira Internacional del Libro de Buenos Aires reafirmou a potência e a diversidade da produção literária brasileira contemporânea. Em meio à grandiosidade de uma das maiores feiras literárias da América Latina, o Stand Brasil se tornou um espaço de encontros, trocas culturais e celebração das múltiplas vozes que compõem nossa literatura.


Entre conversas, lançamentos e mesas de debate, alguns momentos se destacaram pela sensibilidade, profundidade e potência política de suas reflexões.


Escritor Daniel Munduruku durante Feira do Livro de Buenos Aires
Escritor Daniel Munduruku durante Feira do Livro de Buenos Aires

No dia 08 de maio, um dos encontros mais marcantes foi a fala do escritor Daniel Munduruku. Em uma conversa que atravessou literatura, ancestralidade e memória, Munduruku compartilhou reflexões sobre a literatura infantil e o papel das narrativas originárias na formação de novos imaginários.


Durante sua fala, o autor apresentou o olhar dos povos originários sobre a circularidade do tempo — uma percepção que rompe com a lógica linear ocidental e entende passado, presente e futuro como dimensões conectadas. Ao relacionar ancestralidade e escrita, Daniel também falou sobre sua trajetória acadêmica e literária, reafirmando a importância da produção intelectual indígena nos espaços de formação, leitura e construção de conhecimento.




Sua presença emocionou o público e trouxe para o centro da feira discussões fundamentais sobre identidade, pertencimento e escuta.


Outro grande destaque da programação aconteceu no dia 09 de maio, com a mesa “Literatura Infantil Negra: Diálogos, Identidade e Transformação”, reunindo o Coletivo Luderê Afrolúdico — formado por Sheila Perina, Clelia Rosa e Lucas Cruvinel — ao lado do escritor Henrique André.


O encontro foi marcado por uma conversa potente sobre literatura negra para infâncias, representatividade e a construção de narrativas que ampliem os horizontes afetivos e simbólicos de crianças negras. Em um cenário editorial ainda marcado por ausências históricas, a mesa reforçou a importância de livros que valorizem identidade, memória, afeto e ancestralidade.


Sheila Perina, Clelia Rosa e Lucas Cruvinel — ao lado do escritor Henrique André.
Sheila Perina, Clelia Rosa e Lucas Cruvinel — ao lado do escritor Henrique André.

Durante a atividade, também foram apresentados livros da Editora Pulo do Gato, que tem desenvolvido um trabalho voltado à valorização de narrativas afrodiaspóricas e sensíveis para crianças e jovens.


Entre os destaques estavam O futuro ancestral de Acauã, escrito por Henrique André, e O mundo de Kiese, obra do Coletivo Luderê Afrolúdico. Os livros dialogam com temas como pertencimento, imaginação, afrofuturismo e construção de futuros possíveis a partir da ancestralidade negra.


A participação do Brasil na Feira Internacional del Libro de Buenos Aires reafirmou a potência e a diversidade da produção literária brasileira contemporânea. Em meio à grandiosidade de uma das maiores feiras literárias da América Latina, o Stand Brasil se tornou um espaço de encontros, trocas culturais e celebração das múltiplas vozes que compõem nossa literatura.


Entre conversas, lançamentos e mesas de debate, alguns momentos se destacaram pela sensibilidade, profundidade e potência política de suas reflexões.


No dia 08 de maio, um dos encontros mais marcantes foi a fala do escritor Daniel Munduruku. Em uma conversa que atravessou literatura, ancestralidade e memória, Munduruku compartilhou reflexões sobre a literatura infantil e o papel das narrativas originárias na formação de novos imaginários.


Durante sua fala, o autor apresentou o olhar dos povos originários sobre a circularidade do tempo — uma percepção que rompe com a lógica linear ocidental e entende passado, presente e futuro como dimensões conectadas. Ao relacionar ancestralidade e escrita, Daniel também falou sobre sua trajetória acadêmica e literária, reafirmando a importância da produção intelectual indígena nos espaços de formação, leitura e construção de conhecimento.


Sua presença emocionou o público e trouxe para o centro da feira discussões fundamentais sobre identidade, pertencimento e escuta.


Outro grande destaque da programação aconteceu no dia 09 de maio, com a mesa “Literatura Infantil Negra: Diálogos, Identidade e Transformação”, reunindo o Coletivo Luderê Afrolúdico — formado por Sheila Perina, Clelia Rosa e Lucas Cruvinel — ao lado do escritor Henrique André.


O encontro foi marcado por uma conversa potente sobre literatura negra para infâncias, representatividade e a construção de narrativas que ampliem os horizontes afetivos e simbólicos de crianças negras. Em um cenário editorial ainda marcado por ausências históricas, a mesa reforçou a importância de livros que valorizem identidade, memória, afeto e ancestralidade.


Durante a atividade, também foram apresentados livros da Editora Pulo do Gato, que tem desenvolvido um trabalho voltado à valorização de narrativas afrodiaspóricas e sensíveis para crianças e jovens.


Entre os destaques estavam O futuro ancestral de Acauã, escrito por Henrique André, e O mundo de Kiese, obra do Coletivo Luderê Afrolúdico. Os livros dialogam com temas como pertencimento, imaginação, afrofuturismo e construção de futuros possíveis a partir da ancestralidade negra.










Henrique André é escritor, designer, ilustrador e editor, além de pesquisador de Afrofuturismo. Autor dos livros Marminino, o mundo de OciKomo, Afrofuturo - Ancestral do Amanhã, entre outros.



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