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Machismo estrutural com cara de avó?

romance de Jarid Arraes surpreende pela aborgem da temática do abuso infantil


Um dos últimos livros que li e que não poderia passar em branco por aqui é a história da Amanda no livro Corpo Desfeito, romance de estréia da escritora Jarid Arraes que surpreendeu pela abordagem, enredo e construção das personagens protagonistas: avó, filha e neta.


A história vai se desvelando fluidamente através do corpo de uma criança que sofre abusos físicos e psicológicos pela avó.
















































A surpreendente abordagem do machismo estrutural, já que a avó reproduz as violências que sofreu pelo marido, se traduz na figura desta avó.


Dessa maneira, a avó que é calcada como símbolo de doçura e cuidado é a avó que agride as entranhas da Amanda por meio de manipulações e torturas psicológicas.


Assim, Jarid humaniza e revela a amargura que pode estar contida nas mulheres.


A possível libertação de Amanda vem pelo amor de uma mulher, algum alento como abertura para sua reconstrução.


Para não falar tudo aqui sobre o livro, menciono a capacidade de reter o leitor nas páginas do livro pela história que vai se mostrando, a coragem de abordar o tema do abuso infantil, a perversidade que pode estar camuflada em santos e religiões.


Jarid Arraes estreia com brilhantismo o seu lugar pelo romance, essa escritora que admiro não só pelo talento como também pelo seu apoio irrestrito à escrita de mulheres diversas.




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